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Fundo artificial em Maricá - Projeto licitado e licenciado

Autor: Administrador
Data da publicação: 20/03/2017 - 08:47h
Ilustração que dá uma ideia de como vai ficar o arrecife artificial no mar de Maricá.

A comunidade do Surf ganhou uma excelente notícia: o atual prefeito de Maricá, Fabiano Horta, pretende retomar o projeto de recife artificial no segundo semestre deste ano.

Seu antecessor, Washington Quaquá, que ficou no cargo até o final de 2016, foi quem deu ok para a compra, por parte da Prefeitura, de um projeto de arrecife artificial móvel para instalação em Barra de Maricá, com o objetivo de atenuar a força das ondas na beira da praia e formar uma arrebentação de alto nível para surf, com as ondas abrindo para os dois lados de forma tubular.

“Hoje o projeto está licitado e licenciado (licença prévia). A empresa vencedora da licitação, ABS Naval, aguarda contratação da Prefeitura. Esta, por sua vez, continua interessada em executar o projeto iniciado na administração anterior. Porém, as prioridades no momento são projetos na área de saúde pública. Nesse sentido, o secretário de planejamento nos comunicou que a Prefeitura de Maricá pretende retomar o projeto do recife artificial no segundo semestre, após a entrega de um hospital público e outras obras de infraestrutura importantes para a população de Marica”, disse, ao Ricosurf, Guilherme Aguiar, engenheiro costeiro que também é Presidente do Arpoador Surf Club e forecaster do Surfline no Brasil.

Ilustração do arrecife artificial móvel em Barra de Maricá, com as medidas das p

Ilustração do arrecife artificial móvel em Barra de Maricá, com as medidas das profundidades de instalação da estrutura e no seu topo em metros.



Guilherme desenvolveu esse projeto, que tem mais de 10 anos de pesquisa na área de Engenharia Costeira e Oceanográfica da COPPE/UFRJ, junto com Maurício Carvalho de Andrade, Presidente da ARAM, empresa detentora da patente da estrutura.

Ao longo destes anos, foram feitos intensivos estudos em modelos numéricos (de ondas e hidrodinâmicos) e físicos para alcançar a forma e posicionamento ideais a fim de atender aos objetivos propostos. Também foram feitos estudos navais e geotécnicos para que a estrutura resista aos esforços solicitados pelo meio.

Ilustração sobre imagem do Google-earth da área ocupada pela estrutura, com uns

Ilustração sobre imagem do Google-earth da área ocupada pela estrutura, com uns traços que representam os surfistas remando e posicionados no line-up.



A cidade de Maricá, na Região dos Lagos, tem um extenso litoral exposto às grandes ondulações de sul, que arrebentam de forma muito violenta próximo da praia. A estrutura projetada para Barra de Maricá terá 86 metros de comprimento por 64 metros de largura.

Onda quebrando sem formação em Barra de Maricá, no local de instalação do arreci

Onda quebrando sem formação em Barra de Maricá, no local de instalação do arrecife artificial móvel. Foto: divulgação.



A tecnologia construtiva será totalmente diferente daquela utilizada na maioria dos projetos de fundos artificiais que deram errado no mundo, casos de Narrowneck (Gold Coast, Austrália) e Boscombe (Inglaterra) da empresa neozelandesa ASR.

Essa é uma tecnologia inovadora e 100% nacional, na qual a estrutura é constituída de tanques de flutuação que lhe permite ser facilmente removida e transportada para outros locais, inclusive podendo ser instalada em praias similares para realização de eventos.

Maurício Carvalho de Andrade e Luiz Guilherme M. de Aguiar. Foto: divulgação.

Maurício Carvalho de Andrade e Luiz Guilherme M. de Aguiar. Foto: divulgação.



Ricosurf / Por Carlos Matias





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